Calor Extremo, Saúde e Justiça Climática: Caminhos para Proteger as Pessoas e Adaptar as Cidades

Calor Extremo, Saúde e Justiça Climática: Caminhos para Proteger as Pessoas e Adaptar as Cidades

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As mudanças climáticas vêm tornando o calor extremo um dos riscos climáticos mais frequentes e letais em todo o mundo. Ondas de calor mais intensas, prolongadas e recorrentes afetam diretamente as pessoas, sua saúde, produtividade e qualidade de vida, e o funcionamento das cidades, reforçando a necessidade de fortalecer políticas de adaptação que coloquem as pessoas no centro das respostas climáticas.

Somado a isso, a confirmação da formação do El Niño acende um alerta para os próximos meses. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno climático tem 63% de chance de atingir forte intensidade, com potencial para entrar no grupo dos maiores eventos registrados desde 1950. No Brasil, os impactos do El Niño variam conforme a região, podendo afetar diretamente a realidade dos municípios e a prestação de serviços essenciais à população, em setores como agricultura, recursos hídricos, geração de energia e segurança alimentar, além da ocorrência de queimadas, a intensificação de desastres relacionados às chuvas e enchentes.

Os impactos do calor, entretanto, não são distribuídos de forma igual. A exposição ao calor extremo e a capacidade de proteção são profundamente influenciadas por desigualdades sociais, raciais, territoriais e econômicas. Populações negras e periféricas, trabalhadores expostos ao calor, crianças, idosos, pessoas em situação de rua e comunidades com menor acesso à infraestrutura verde e serviços públicos enfrentam riscos desproporcionais. Sob a perspectiva da justiça climática e do combate ao racismo ambiental, enfrentar o calor extremo significa reconhecer essas desigualdades e construir respostas que priorizem aqueles que mais sofrem seus impactos.

Nesse contexto, diferentes setores têm papel fundamental na promoção de soluções integradas que articulem saúde, planejamento urbano, educação, esporte, assistência social e gestão de riscos. Realizado no âmbito do Beat the Heat – Mutirão contra o Calor Extremo, este diálogo reunirá organizações da sociedade civil, gestores públicos e especialistas para discutir como políticas públicas, iniciativas territoriais e soluções baseadas na natureza podem fortalecer a proteção das populações mais expostas ao calor extremo e contribuir para uma adaptação climática mais justa e inclusiva.

Palestrantes confirmados:

Vitor Leal Pinheiro, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

Dr. Rita Vieira, Pesquisadora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)

Lara Caccia, Coordenadora de Adaptação Urbana na WRI Brasil

Thaynah Gutierrez, Secretária-Executiva da Rede por Adaptação Antirracista

Dra. Evangelina Araújo, Diretora e Fundadora do Instituto Ar

Carolina Maciel, Analista de Natureza no Instituto Alana

Dalila Menezes, Diretora do IPPLAN da Prefeitura de Fortaleza

Cristilene Delfino, Técnica da Coordenação-Geral de Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde no Ministério da Saúde - Plano de Aceleração de Adaptação do Setor de Saúde

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